O sonho eléctrico de Félix da Costa está quase a ser realidade

Piloto português pode sagrar-se neste fim-de-semana, em Berlim, campeão mundial de Fórmula E.

Foto
António Félix da Costa Rui Gaudencio

Chegou a ser o aeroporto mais movimentado da Europa e neste fim-de-semana pode ser o palco da consagração de António Félix da Costa como campeão mundial de Fórmula E, uma modalidade do automobilismo com carros eléctricos. Será na pista urbana construída onde em tempos funcionou o aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que o piloto português de 28 anos poderá chegar ao título, ele que lidera a classificação geral com 125 pontos, mais 68 que os dois adversários mais próximos, o brasileiro Lucas di Grassi e o belga Stoffel Vandoorne.

O iminente título de Félix da Costa acontece porque não parou de ganhar desde que se retomaram as corridas de Fórmula E. O português que corre pela equipa chinesa DS Techeetah ganhou as duas primeiras corridas das seis previstas para a pista berlinense - correm-se duas neste fim-de-semana e mais duas a 12 e 13 de Agosto para concluir este campeonato também ele completamente remodelado pela pandemia da covid-19, com provas canceladas na China, Itália, França, Coreia do Sul, Indonésia, EUA e Reino Unido.

A conta mais simples para o piloto português ser já campeão no fim-de-semana é ganhar as duas corridas do fim-de-semana (marcar duas vezes 25 pontos) e sem precisar dos pontos de bónus pela pole-position e pela volta mais rápida.

Na Fórmula E, um piloto pode fazer um máximo de 30 pontos, ou seja, qualquer piloto ainda pode fazer 120 pontos, mas só um desastre completo tirará o título das mãos de Félix da Costa, que esta época já venceu três corridas e teve dois segundos lugares em sete provas. O português pode até ser campeão já neste sábado, caso consiga aumentar a vantagem pontual em relação aos seus concorrentes directos para 90 pontos.

“Levamos uma vantagem boa no campeonato, mas a mentalidade não vai mudar. Nada está decidido. Vamos continuar no ataque e tentar marcar o maior número de pontos possível. Vamos continuar agressivos e a querer ganhar”, declarou Félix da Costa num vídeo publicado nas redes sociais, na véspera de cumprir as corridas três e quatro na pista Tempelhof, que serão disputadas em sentido inverso ao das duas primeiras.

A confirmar-se o melhor cenário, este será o primeiro título de Félix da Costa na sua sexta temporada na Fórmula E, demonstrando o acerto da decisão em mudar-se da BMW para a DS Techeetah e fazer equipa com o bicampeão da categoria, Jean-Éric Vergne - o francês, que chegou a fazer três temporadas com a Toro Rosso na Fórmula 1, é apenas 12.º da geral.

O melhor que Félix da Costa tinha conseguido em termos de classificação final, nas cinco épocas anteriores na Fórmula E foi um sexto lugar em 2018-19, época em que conseguiu a sua primeira vitória.

Sugerir correcção