A desconcertante porquinha Olivia está de volta

Vinte anos mais tarde... eis que Olivia regressa às livrarias. Nestes tempos, já pode beneficiar mais da divulgação online.

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“— Mas dessa forma ficarias diferente do resto da equipa — explicou a mãe. — É esse o objectivo" Ian Falconer
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“Um dia, a Olivia estava a passear de camelo no Egipto... quando a mãe a acordou (...)” Ian Falconer
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“Nessa noite, uma noite escura e de tempestade, a Olivia estava a tocar piano quando ouviu um som horrível” Ian Falconer
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“Amanhã, arranjamos-te mesmo o melhor brinquedo do mundo — Oh, obrigada, papá. És o melhor pai do mundo” Ian Falconer
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“Mas nem mesmo a Olivia conseguia ficar zangada para sempre” Ian Falconer
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Capa do livro Olivia... e o Brinquedo Desaparecido, editado pela Gradiva Ian Falconer
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Imaginada por Ian Falconer (1959-2023), a personagem Olivia logo ganhou muitos fãs entre as crianças, mas também entre os adultos.

Na primeira aparição, num título apenas com o seu nome, Olivia, fica a saber-se que é “uma porquinha muito irrequieta, que sonha alto e adora aceitar desafios”.

Mais: delicia-se a experimentar todas as roupas do seu armário, gosta de cantar a plenos pulmões e de visitar museus. De tal maneira que resolve pintar as paredes do quarto como se fosse Jackson Pollock. Antes, disse à mãe, perante a obra do artista Autumn Rhythm: “Eu conseguia fazer isto em cinco minutos.” E não é que conseguiu mesmo. Pobre mãe!

Neste título, Olivia... e o Brinquedo Desaparecido, não são os seus dotes artísticos e plásticos que se revelam, mas um temperamento difícil (até certo ponto).

Além de ficarmos a saber que pratica futebol e que tem de usar um uniforme “de um verde sem piada nenhuma”, vêmo-la a ralhar com o irmão, acusando-o de ter feito desaparecer o seu brinquedo preferido enquanto esperava que a mãe costurasse uma camisola diferente da da sua equipa. Mais original. Vermelha.

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“— Olha, querida, está terminada — disse a mãe” Ian Falconer

Afinal, o responsável pelo desaparecimento do boneco de pano da protagonista foi o Perry, o cão da família. “Lamento, querida — disse a mãe —, mas os cães gostam de roer. E ele não sabia que o brinquedo era teu.”

A Olivia acabou por arranjar, toscamente, o seu brinquedo preferido, mas avisou logo a mãe que naquela noite só queria livros sobre gatos. No primeiro título, somos informados de que Olivia, todas as noites, antes de adormecer, quer que lhe leiam livros, cinco no mínimo! Mais um motivo para a adorarmos…

Olivia foi uma prenda de Natal

Ian Woodward Falconer, americano, nascido a 25 de Agosto de 1959, foi autor e ilustrador de livros para crianças e designer de cenários e figurinos para teatro. Criou 30 capas para a revista The New Yorker e para outras publicações.

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“A Olivia procurou por todo o lado: debaixo do tapete, debaixo do sofá, debaixo do gato” Ian Falconer

A personagem Olivia foi concebida inicialmente para a sua sobrinha, a pensar numa prenda de Natal. As histórias desta porquinha irreverente e audaz estão agora a ser reeditadas pela Gradiva, no segmento Júnior. Ainda bem.

Com o desenvolvimento de novas possibilidades multimédia desde o seu surgimento, é mais fácil hoje fazê-la chegar ao conhecimento de mais potenciais leitores. Crianças ou não.

Lamentavelmente, Ian Falconer morreu a 7 de Março de 2023, em Norwalk, Connecticut (EUA). Não sabemos se alguém teve a coragem de informar Olivia. Nós não teríamos.

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