1947-2016

David Bowie

  • “A ficção é uma maneira de chegar a uma verdade mais profunda”, diz Valeria Luiselli, mexicana radicada em Nova Iorque, numa conversa a partir de um livro, Deserto Sonoro, que a confirma como uma das grandes escritoras da actual geração.

  • Ao décimo álbum, decidiram divertir-se. Os Foo Fighters fizeram um disco meio pop e o mundo não acabou.

  • We Children from Bahnhof Zoo, que chegou este sábado à HBO Portugal, traz para o pequeno ecrã o poderoso livro de 1978 (embora não o siga à letra), colocando Christiane F. na companhia de cinco amigos com bagagens emocionais igualmente complexas.

  • A data é simbólica. 1984, o derradeiro romance de George Orwell, refere-se a um lugar, a um mundo ameaçado pela censura, pelo terror, pela ausência de pensamento. O objectivo é manter o poder do Grande Irmão à custa do apagamento do passado, através da mentira. 1984 é agora? Fazer a pergunta, alto, é uma forma de detectar sinais de ameaça.

  • Todos sabem do que falamos quando falamos do Big Brother, mesmo quem nunca leu 1984. Polimórfico, foi-se inscrevendo na cultura pop. Apropriado, citado, recontextualizado: de David Bowie à Apple, de Blade Runner a Matrix, de Ray Bradbury aos Radiohead. Todos amam o Grande Irmão.

  • William Basinski, um dos músicos mais influentes da música experimental, volta a trabalhar sobre a memória e o tempo.

  • A Nossa Parte da Noite é uma grande síntese do universo literário da escritora: o fantástico, a vulnerabilidade dos corpos, o desejo, o poder, uma ideia de juventude, o trauma.

  • Parlophone lança esta semana a segunda de uma série de seis caixas com os concertos ao vivo do autor de The man who sold the world na década de 90.

  • Um disco mais feito de defeito pessoal do que de bazófia tétrica, um livro de resignações e lamentos de quem está “estragado”, mas não quer ser “reparado”.