1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • Presidente da Assembleia da República inaugurou exposição “Portugal, a Europa e o mundo”, no Parlamento, integrada na presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

  • Almoço de Domingo coloca-se na perspectiva de um homem de 90 anos. Não tem a pretensão de dar todas as perspectivas do que narra.

  • Soares foi o seu mestre, o único inspirador, o veemente exemplo “do que vale a pena na política”. Fizeram um livro juntos, a diferença geracional só os aproximou. Sérgio Sousa Pinto conserva intacta uma convicção: o país deve a democracia a Mário Soares; e inteira a memória de uma óptima história política: a de Soares, justamente. De quem o dizem o “herdeiro”, mas de quem Sousa Pinto prefere apenas ser o melhor dos discípulos.

  • Os presidentes têm (re)construído as origens da democracia portuguesa, em muitos casos à sua própria imagem. Mas Marcelo Rebelo de Sousa, um PR historicamente ligado ao PSD, não quer ser só o Presidente da Direita, e esta pode ser mais uma manifestação dessa vontade.

  • Há casos que merecem análise, cuidado e cautelas, como os que o ex-Presidente citou. A democracia ganha sempre quando o escrutínio e a denúncia crítica de opções como esta acontecem. O problema neste caso está, como tantas vezes acontece com Cavaco Silva, numa questão de escala, ou de tempero.

  • Há 45 anos, um livro sobre os massacres de 1972, pelas tropas portuguesas, em Wiriamu e outras localidades na região moçambicana de Tete, deu origem a um processo que, revelando os incómodos que os fantasmas da Guerra Colonial ainda provocavam no seio da hierarquia militar pós-revolucionária, redundou num não-julgamento: o desses mesmos fantasmas.

  • Pedro Nuno Santos e Francisco Assis estão em lados diferentes da barricada: um quer virar o PS à esquerda, o outro é centrista. Convergem num facto: o monolitismo partidário mata os partidos e, em última análise, a democracia.

  • Com uma pandemia no terreno, um Governo “cada vez mais fraco” e uma alternativa de direita democrática “que não se vislumbra”, o que pode fazer um Presidente para estabilizar o sistema? Pouco, respondem três observadores. Mas há quem pense o contrário.

  • Nestas eleições presidenciais, 1,1% foram votos em branco (correspondentes a 47.041 votos), e 0,94% foram votos nulos (39.998).