1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • Em Portugal, as fórmulas maioritárias têm surgido mais à direita, em coligação ou de um só partido. A “geringonça”, mesmo não tendo passado de um acordo de incidência parlamentar, foi, por isso, inédita.

  • Foi há 25 anos que começou a “novela” dos referendos obrigatórios à regionalização. Num momento em que o PS acena outra vez com o assunto e em que alguns dos protagonistas de 1998 parecem mudar de opinião, vale a pena revisitar algumas lições dessa história.

  • Na apresentação do volume zero de Obras de Mário Soares, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o então líder socialista, primeiro-ministro e Presidente da República “foi escritor sem ter sido escritor”.

  • Os próximos dois volumes da colecção Obras de Mário Soares, editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda e coordenado por José Manuel dos Santos, incluirá a edição francesa e portuguesa de Portugal Amordaçado e cartas inéditas sobre o livro. Aqui se transcreve uma delas, do fundador do PPD-PSD.

  • Serão 15 volumes, talvez 20. José Manuel dos Santos, assessor de Mário Soares durante duas décadas, quer publicar tudo o que o fundador do PS escreveu. Há milhares de cartas inéditas, mas também um romance. Volume zero é apresentado esta segunda-feira por Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

  • Há mais de uma década que ando a bater os restaurantes de Sintra e nunca encontrei um onde não tinha ido almoçar o dr. Mário Soares. Pela parte que me toca, gosto muito de almoçar onde ele almoçar. Abre-me o apetite.

  • Só houve um Governo, durante pouco mais de dois anos, que correspondeu a esta fórmula, em tempo de aperto orçamental e de crise social com a coreografia das bandeiras negras. Mas a ideia de contratualizar ao centro continua a gerar polémica.

  • Nascido em Leiria, teve um percurso ligado à banca e foi presidente da RTP e da Estradas de Portugal. Eleito deputado pelo PS, foi secretário de Estado da Administração Escolar no I Governo constitucional, de Mário Soares.

  • Nas últimas décadas, a natureza da relação de muitos dirigentes do PSD com a Maçonaria é diferente da dos maçons originais: está associada às possibilidades de carreira política e aos negócios, e muito pouco aos “bons costumes” da tradição maçónica.

  • Graças ao bloco central de 83-85, Portugal encontrou forma de recomeçar a funcionar após a bancarrota e logrou lançar-se no caminho da Europa.