1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • No velório de Sampaio, cidadãos revelam os momentos mais marcantes do antigo Presidente. Timor e Santana Lopes são enumerados, como a solidariedade.

  • Cerimónias fúnebres de Jorge Sampaio terão honras de Estado, mas foram pensadas também para homenagear o seu percurso e a sua personalidade.

  • Derrubado o tabu das alianças à esquerda do PS em Lisboa, pode ser considerado o pioneiro do que viria a ser a “geringonça”.

  • Foi esta a sequência da sua vida: jornalista, deputado da ala liberal, patrão de imprensa, primeiro-ministro, homem dos media e ainda jornalista. Viveu intensamente em dois regimes, um de que não gostava, outro do qual foi um dos criadores. Para quem não se lembra, foi dele e de Mário Soares a primeira revisão constitucional. Que não foi coisa pouca.

  • Foi mais anos professor do que jornalista, mas foi jornalista nos anos heróicos. Aos 23 anos, foi um dos fundadores do PS. Acha graça que as pessoas ainda digam “o jornalista Mário Mesquita”. Num acesso de humor negro, prevê que seja essa a expressão que será usada no seu obituário.

  • A iminência de uma derrocada da sua autoridade nos territórios ultramarinos, e o apertar do cerco internacional, revelar-se-iam determinantes para a decisão magna de Spínola em matéria de descolonização: o reconhecimento do direito à autodeterminação, com todas as suas consequências, incluíndo a independência, dos territórios ultramarinos.

  • A direita gosta muito de se insurgir contra os alegados “donos” do 25 de Abril. O problema – e agora veio ao de cima mais uma vez na morte de Otelo Saraiva de Carvalho – é que demasiadas pessoas de direita nunca se sentiram à vontade com o 25 de Abril (e passaram o sentimento aos filhos).