1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • Senhor de um olhar vivo e de um sorriso malicioso potenciado por sonoras gargalhadas, a sua figura era reconhecida na praceta de Carnaxide onde vivia. Era o “senhor general”.

  • Um mês antes de Mário Soares morrer, Vasco Pulido Valente fez-lhe um telefonema "sentimental e delicodoce": disse ao homem que na sua opinião foi a grande figura da história portuguesa desde as Invasões Francesas que gostava muito dele. O historiador prevê que Bolsonaro possa acabar com o Estado federal brasileiro, diz que as ciências sociais são “uma fraude” e que hoje “não há direita em Portugal”.

  • Santana abandonou o PSD. O que diferencia a ruptura partidária actual das cisões históricas do passado? Quase tudo. O confronto ideológico é mitigado. A divergência programática não é expressa. Não há debandada de dirigentes nem de deputados.

  • As divergências ideológicas e estratégicas fazem parte do ADN do PSD, tanto que ao fim de um ano de vida, o partido viveu a sua primeira cisão, protagonizada por Sá Borges e Mota Pinto.

  • Os autores do documento Opções Inadiáveis protagonizaram a maior cisão no PSD. Levaram 37 deputados, ficando Sá Carneiro à frente de uma bancada com apenas 36 parlamentares.

  • O fim da ditadura de Suharto e o processo democrático da Indonésia abriram a janela de oportunidade para mudar os dados da relação entre Lisboa e Jacarta. Não foi um caminho plano, houve escolhos, sobressaltos e não poucas incertezas.

  • “Tenho um imenso orgulho, foi das coisas com mais préstimo que terei feito na vida política”, garante Sousa Pinto sobre o facto de ter sido pioneiro na defesa de direitos para gays e lésbicas em 1998/99, no âmbito das uniões de facto. Perdeu então a “guerra” com o PS de Guterres, mas abriu uma porta ao reconhecimento de direitos que se iniciou dois anos depois.

  • O respeito pelo sentido profundo da memória colectiva que encerra um Panteão Nacional não se compadece com alterações que são verdadeiros “fatos à medida”.