1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • A tentação dos políticos de condicionarem o seu lugar na História parece inevitável. Assim como a impossibilidade de o conseguirem. A leitura que será feita pelos historiadores do futuro depende de factores que hoje não são controláveis. E, muitas vezes, o desejo dos políticos de determinar a imagem futura dirige-se mais a influenciar a sua imagem no presente.

  • Durante 29 anos, foi presidente da autarquia matosinhense e deu muitas vitórias ao PS, partido do qual viria a ser expulso. Hoje, para além de “motorista” dos netos, orgulha-se de ajudar a resolver os problemas de muitos matosinhenses que o procuram.

  • Agora que se fala tanto de oceano por causa da conferência das Nações Unidas em Lisboa, vale a pena percorrer o legado de Mário Ruivo – biólogo, oceanógrafo, político do oceano. À frente do seu tempo, mostrou-nos a todos a centralidade que o oceano tem no planeta. “Era uma pessoa, além de muito activa, activista. Sempre foi, até ao fim”, diz Maria Eduarda Gonçalves.

  • “Confiança” do líder e “conhecimento do programa” são determinantes para a formação dos governos do PS. Daí que seja normal que os altos dirigentes do partido sejam ministros e secretários de Estado. Foi assim, sempre. Mas há regras de separação das esferas de influência. Partido é partido e governo é governo.

  • O primeiro-ministro respondeu ao texto de Cavaco Silva, publicado esta quarta-feira, em que desafiou António Costa a fazer “mais e melhor” com a sua maioria absoluta do que o antigo chefe de Estado fez no passado.

  • Depois de António Manuel de Almeida Costa não ter conseguido na terça-feira os sete votos necessários para a sua cooptação, o TC anunciou que o processo “será retomado em breve”.

  • Kissinger continua a olhar para o mundo como um grande tabuleiro de xadrez onde os poderosos movem as suas peças, ignorando os povos.

  • Na altura em que foi meu professor, o Mário Mesquita tinha pouco mais de 30 anos e era já uma lenda do jornalismo. Tinha sido director do DN aos 28 anos, demitiu-se depois de um conflito com Mário Soares e a direcção do PS de que era fundador.