1924-2017

Mário Soares

Mário Soares foi o homem, o político, o pensador, o fundador da democracia. Viu, viveu, fez viver e mudar. Poucos como ele ficarão nos livros da história. Uma história de alguém que nunca desistiu e que aqui se conta.

  • Santana abandonou o PSD. O que diferencia a ruptura partidária actual das cisões históricas do passado? Quase tudo. O confronto ideológico é mitigado. A divergência programática não é expressa. Não há debandada de dirigentes nem de deputados.

  • As divergências ideológicas e estratégicas fazem parte do ADN do PSD, tanto que ao fim de um ano de vida, o partido viveu a sua primeira cisão, protagonizada por Sá Borges e Mota Pinto.

  • Os autores do documento Opções Inadiáveis protagonizaram a maior cisão no PSD. Levaram 37 deputados, ficando Sá Carneiro à frente de uma bancada com apenas 36 parlamentares.

  • O fim da ditadura de Suharto e o processo democrático da Indonésia abriram a janela de oportunidade para mudar os dados da relação entre Lisboa e Jacarta. Não foi um caminho plano, houve escolhos, sobressaltos e não poucas incertezas.

  • “Tenho um imenso orgulho, foi das coisas com mais préstimo que terei feito na vida política”, garante Sousa Pinto sobre o facto de ter sido pioneiro na defesa de direitos para gays e lésbicas em 1998/99, no âmbito das uniões de facto. Perdeu então a “guerra” com o PS de Guterres, mas abriu uma porta ao reconhecimento de direitos que se iniciou dois anos depois.

  • O respeito pelo sentido profundo da memória colectiva que encerra um Panteão Nacional não se compadece com alterações que são verdadeiros “fatos à medida”.

  • O socialista Bacelar de Vasconcelos admite que Sá Carneiro e Cunhal “podem e devem ser considerados” também, mas os comunistas dizem que a luta do seu mítico líder "dispensa honrarias". Rio desafia PS a tratar Sá Carneiro como o PSD tratou Soares.

  • Perante o acordo entre Guterres e Marcelo para o referendo sobre o projecto de lei que despenalizava o aborto, em 1998, Helena Roseta lança o movimento Sim pela Tolerância, envolvendo o partido na campanha pelo “sim” e dando sequência à defesa de uma causa que abraçara publicamente desde 1982. Com a vitória do “não”, é Roseta que mantém levantada no PS esta bandeira.

  • Antigo secretário de Estado do Ambiente, actualmente ligado a várias empresas do sector das energias renováveis, defendeu hoje na comissão parlamentar de inquérito que "as eólicas passam bem na comparação com os CAE e com os CMEC".