1908-2015

Manoel de Oliveira

Se qualquer morte é sempre uma perda e, mesmo quando podia ser expectável por diversos motivos, ainda assim é muitas vezes um choque, o desaparecimento de Manoel de Oliveira é uma perda irreparável, daquelas que deixam um vazio imenso.

  • Em Sapatos de Corda, escreve uma espécie de diário, memórias fragmentadas da família. O pai, Alberto Luís, a mãe, Agustina Bessa-Luís, a família e o Douro. Estamos numa intimidade cheia de fantasmas, incluindo os nossos. E a certeza da filha de que não pode haver uma biografia definitiva da mãe.

  • Com a curadoria de Pedro Henrique Ferreira, o programa De Portugal para o Mundo leva ao público brasileiro uma selecção de 28 longas e curtas-metragens.

  • A Galeria Municipal conta-nos “uma” história das artes portuenses entre 1945 e 2010. É uma viagem sem guião linear, com o filme de Manoel de Oliveira e António Cruz em fundo, e que apetece fazer com todo o vagar, sem perguntar Que horas são que horas?, o verso de Álvaro Lapa que lhe dá título.

  • Publicaram-se nove volumes e estão previstos mais quatro, centrados em Jorge de Sena, no cinema, na crítica pessoana e n’O Labirinto da Saudade. Em que moldes o projecto prosseguirá daí para a frente é ainda uma incógnita.

  • Um cardeal-poeta evocou nos Jerónimos a vida e a obra de Eduardo Lourenço, numa homilia em que se falou, sobretudo, de Deus e da maneira como o ensaísta a quem doía mais a morte dos outros olhou para Portugal.

  • Instituição sediada em Serralves acolheu responsáveis da Cinemateca, do Cineclube do Porto e do Museu de Cinema de Melgaço, que ali falaram dos acervos que têm à sua guarda. A falta de recursos humanos é o problema principal num sector em que há ainda muito para descobrir.

  • A morte do coleccionador congolês lança nova sombra sobre o destino da casa inicialmente construída para Manoel de Oliveira e comprada por Sindika Dokolo à Câmara do Porto.

  • O Brasil mostra-se em Lisboa, onde a Auéééu se duplica em cena. A Útero vai Castelo Branco e Leiria, Benjamim anda em Vias de Extinção pelo país e o Porto expõe Manoel de Oliveira Fotógrafo.