1908-2015

Manoel de Oliveira

Se qualquer morte é sempre uma perda e, mesmo quando podia ser expectável por diversos motivos, ainda assim é muitas vezes um choque, o desaparecimento de Manoel de Oliveira é uma perda irreparável, daquelas que deixam um vazio imenso.

  • Numa programação focada nos cruzamentos disciplinares e na relação da arte com a tecnologia, o hibridismo viral de David Douard, o trabalho de Rivane Neuenschwander com a matéria do quotidiano, a obra performática de Vera Mantero ou os desenhos de Maria Antónia Siza são outras propostas.

  • Dois livros de João Miguel Fernandes Jorge que nos lembram como o autor opera uma fusão prodigiosa entre a palavra escrita e o plano alargado das artes que convivem com a literária.

  • Editora In-Libris vai publicar uma centena de imagens da cidade, seleccionadas de um espólio de cerca de 10 mil negativos, captadas por esta figura ainda desconhecida da fotografia portuense. Vários escritores vão comentar as imagens.

  • Estéril adaptação de Shakespeare onde uma aposta visual estilizada e uma mão-cheia de interpretações naturalistas se anulam uma à outra. A partir de dia 14, na Apple TV Plus.

  • Presidente da República e primeiro-ministro recordam especialmente o protagonista de O Delfim, de Fernando Lopes. Os que trabalharam com ele destacam a “loucura” e a “disponibilidade” de um actor incomum. “Sempre que entrava numa sala, sentia-se a sua presença”, sublinha o director do Teatro Nacional D. Maria II, Pedro Penim.

  • Tomando de empréstimo o “princípio da incerteza” de Heisenberg, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira propõe uma viagem à colaboração do cineasta com Agustina Bessa-Luís. Em simultâneo, duas outras exposições oferecem novas portas de entrada na multiplicidade da obra do realizador de Vale Abraão: A Comunidade, em Famalicão; e a sua faceta de fotógrafo, em Lisboa.

  • Um pioneiro, um primitivo, um clássico. Mas igualmente um moderno. Já começou, e prolonga-se por Janeiro 2022, a monumental retrospectiva da obra de Allan Dwan.

  • Cinco obras que estavam esgotadas regressam nesta época aos escaparates.

  • Foi director do São Carlos no pós-25 de Abril e, pela mão de João Bénard da Costa, iniciou uma marcante cumplicidade musical com Manoel de Oliveira, assinando a composição de cinco dos seus filmes. Dirigiu ainda a Rádio Cultura, actual Antena 2, e assinou textos sobre música e cinema em várias publicações.