1908-2015

Manoel de Oliveira

Se qualquer morte é sempre uma perda e, mesmo quando podia ser expectável por diversos motivos, ainda assim é muitas vezes um choque, o desaparecimento de Manoel de Oliveira é uma perda irreparável, daquelas que deixam um vazio imenso.

  • O realizador de A Religiosa Portuguesa está de regresso a Portugal. Desta vez, não ainda para rodar um novo filme, mas para mostrar o seu documentário mais recente, Lisboa Revisitada, neste tempo de turismo em massa, e para acompanhar a exposição que lhe é dedicada pela Casa do Cinema Manoel de Oliveira, no Porto.

  • Casa do Cinema Manoel de Oliveira inaugura esta segunda-feira a primeira exposição retrospectiva da obra do realizador de A Religiosa Portuguesa. E estreia o seu novo documentário, Lisboa Revisitada.

  • Para o seu primeiro filme, Paulo Carneiro, assistente de realização, cinéfilo, foi escavar na aldeia natal do pai a história do avô que nunca conheceu. Bostofrio, uma das mais surpreendentes estreias do cinema português recente, chega finalmente às salas – um presente para o seu pai, e também para os espectadores.

  • Fazer ciência de alta qualidade e com impacto na vida das pessoas implica dominar várias áreas do conhecimento científico e ter adquirido muita experiência tecnológica. Geralmente tal só se consegue com a idade.

  • Esta gesta “nacionalista”, sem reflexão sobre mitos fundadores da nacionalidade, é apenas uma má cópia de maus filmes.

  • Nicole Brenez, ensaísta e programadora da Cinemateca Francesa, escolheu meia dúzia de documentários que, com recurso a imagens de (ou filmadas por) migrantes em trânsito, iluminam o papel do cinema nos nossos dias. É o ciclo Um Lugar sobre a Terra, este fim-de-semana em Serralves.

  • Maria Isabel Carvalhais tinha 101 anos. Cúmplice constante na obra do autor de Aniki-Bóbó, marcou também presença em alguns dos seus filmes, como Inquietude ou Cristóvão Colombo – o Enigma.

  • O produtor português tem duas produções na 76.ª edição do Festival de Veneza: A Herdade (2019), em competição, e Francisca (1981), de Manoel de Oliveira, exibido como clássico restaurado numa secção especial. Aos 69 anos, olha para quando tinha 29: o cinema mudou, ele também.

  • O director do Festival de Veneza recusa a “intimidação” do “politicamente correcto” e explica, em entrevista ao PÚBLICO, por que é que pela passadeira vermelha do Lido nâo têm passado filmes portugueses – enguiço que se quebra, na 76.ª edição que esta quarta-feira começa, com A Herdade, de Tiago Guedes.

  • Na selecção, apresentada em Roma, figuram os novos filmes de Roman Polanski, Steven Soderbergh, Todd Phillips ou James Gray. E há uma curta portuguesa na selecção Horizontes, Cães Que Ladram aos Pássaros, de Leonor Teles.