1908-2015

Manoel de Oliveira

Se qualquer morte é sempre uma perda e, mesmo quando podia ser expectável por diversos motivos, ainda assim é muitas vezes um choque, o desaparecimento de Manoel de Oliveira é uma perda irreparável, daquelas que deixam um vazio imenso.

  • Dois anos e meio de retrospectiva na Cinemateca. É obra! É a nossa história de espectadores. Leva-nos a esta conversa sobre cineastas e cavalos, criaturas hipersensíveis. Agarremos as histórias.

  • Actor e homem de muitas outras ocupações entre as artes cénicas, a televisão, o cinema, a animação cultural e a vida cívica, este portuense mantém-se em cena. Foi no Batalha e agora já “vai nos 80!”.

  • Nas Quintinhas, uma minifavela de Estremoz sem casas de banho, encontramos alguns dos não-actores que fazem Fogo do Vento, de Marta Mateus.

  • Iluminou mais de 50 anos de cinema português, de O Cerco, de António da Cunha Telles (1970), a Justa, de Teresa Villaverde (2025). Aos 87 anos, continua à espera do desejo de um cineasta.

  • No cartaz do dia estão a Cavalgata Internacional de Reis, obras-primas de Manoel de Oliveira e de Alfred Hitchcock, a Bienal da Escuta e cenas nas tábuas.

  • A abrir a agenda de 2026 temos concertos de Ano Novo, clássicos do bailado e do cinema e um museu cheio de marcas e memórias.

  • Depois de uma vida dedicada à representação, a actriz morreu esta quinta-feira no Hospital da Luz.